sábado, 4 de julho de 2015

Inverno

Com o frio que tem feito em São Paulo nos últimos dias, me motiva a começar a falar sobre esportes de inverno... rs. Claro que serão muitos posts sobre o tema, envolvendo as reviravoltas da CBDG (Confederação Brasileira de Desporto no Gelo) e a evolução da CBDN (Confederação Brasileira de Desporto na Neve), mas eu começo justamente questionando essa decisão bastante estranha de dividir esportes de inverno em duas confederações distintas. Para que? Tem neve no Brasil? Bom, ter até tem, mas não suficiente para a prática de uma modalidade esportiva em nível de alto rendimento. Por que não juntar forças e ter uma Confederação de Inverno forte e que possa ter coesão para Olimpíadas de Inverno e congêneres? Se ambas já são uma coletânea de esportes, saindo da regra em relação aos esportes de verão, então por que dividir entre neve e gelo? Qual a utilidade prática, a não ser ter duas mentalidades distintas, duas filosofias distintas em se tratando de esportes que fazem parte de um único contexto?

Se você vai argumentar que são superfícies distintas, e isso, por si só já traria uma razão para duas estruturas independentes, eu vou ter que discordar. Isso é detalhe. Para o 2° campeonato pan-americano de hóquei no gelo, a seleção brasileira foi 100% composta por jogadores de hóquei sobre patins, que nunca tinham jogado em uma superfície de gelo. E não se deram mal não. Pelo contrário, levaram bronze! Outra: sinceramente? Acho que curling está tão distante de skeleton quanto de patinação artística.

A pergunta permanece no ar e abro para quem puder me iluminar com um sentido para isso...

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