Uma vez que entendemos a necessidade de gestão profissional, todo o resto segue. Aparece um planejamento estratégico com objetivos claros e ambiciosos, soluções alternativas para velhos problemas, como a falta de verbas. Entre eles, licenciamento de marca, criação de produtos próprios, eventos com o objetivo de arrecadação, divulgação do esporte, do trabalho da confederação, campeonatos, viagens da seleção, etc. nas mais variadas mídias digitais, aplicativos para aparelhos móveis, ações de marketing localizadas (como flashmobs, eventos surpresa, premiações, entre outras) com o objetivo de aumentar o conhecimento do brasileiro sobre o esporte, elevar o interesse e gerar mídia espontânea. Também colocaria nessa lista ferramentas que são já usadas nos Estados Unidos há muito tempo, como envolvimento de atletas e dirigentes com comunidades locais, visitas a escolas e participação em projetos sociais, relatórios de transparência com balanços financeiros, evolução no período tomando como base o planejamento feito, interação com o público em relação a sugestões, críticas e um fim de semana especial que funcione como um festival e gerenciamento de marca e avaliação de sua imagem perante o público-alvo e imprensa.
Além disso, a própria estrutura das entidades serve como critério para definir a qualidade de trabalho. Uma confederação que tenha um CEO, certamente leva vantagem sobre as outras. Todos sabemos que a presidência do órgão é um cargo sujeito ao ambiente político de um esporte, e pode levar a graves distorções, como a malfadada perpetuação no poder. Um projeto de longo prazo, por outro lado, exige gestão contínua em cima de um planejamento sólido, que não mude ao sabor do vento, sempre que uma nova presidência assume. Para isso serve um CEO. Deixar a presidência para decisões importantes, porém pontuais, representação simbólica e diplomática do esporte no Brasil, além de dar o tom da gestão e ser o controle do trabalho do CEO. Enquanto esse, por sua vez, carrega o piano e faz acontecer no dia a dia.
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